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V- CONVULSÃO PLASMÁTICA E ONDAS ESPIRALADAS
Reich menciona que, entre suas realizações científicas, duas foram fundamentais para a caracterização e compreensão do fenômeno "orgonome": a descoberta da função "convulsão orgástica" e a descoberta do fenômeno "ondas espiraladas" [spinning wave (em inglês), Kreiselwelle - KRW (em alemão)].
Já mencionamos o interesse de Reich pelo estudo da convulsão orgástica do plasma. De fato, ele não só estudou com afinco essa função bioenergética como insistiu várias vezes que a descoberta da convulsão orgástica foi a principal realização de sua obra científico-natural. Em Cosmic Superimposition, por exemplo, ele lembra a importância desse feito científico e relaciona-o às etapas do desenvolvimento da Orgonomia (até 1951):
O fenômeno "ondas espiraldas" foi a outra vertente que conduziu à descoberta do orgonome. Os primeiros insights e questões sobre o movimento espiralado surgiram à Reich durante a fase inicial dos experimentos bions, em seu laboratório em Oslo. Em 01/09/1938 Reich escreve em em seu diário: "Minha hipótese da onda-espiralada parece solucionar inúmeras contradições na física. Como elaborar isto?" (Beyond Psychology - Letters and Journals - 1934-1939). No período 1939-1957, essa "elaboração" será gradualmente construída através de uma série de observações, experimentos, descobertas, manejo de instrumentos tradicionais e criação de novos instrumentos, e, também, através da aplicação e constante aprimoramento do método funcional-orgonômico de raciocínio e pesquisa.

figura 1

figura 2
Porém, antes de continuarmos a descrição do movimento espiralado (e, conseqüentemente, da forma-orgonome), vale a pena retomar outras funções da energia orgone, diretamente relacionadas ao spinning wave. Para tal, reproduziremos os comentários de Reich sobre as duas figuras acima, escritos em sua derradeira obra, Contact With Space (1957):
A
Energia Orgone Cósmica move-se de uma maneira ondulatória, em uma específica
direção em nosso sistema planetário (de oeste para leste) e
mais rapidamente que o globo terrestre. Como cristas pontiagudas,
inumeráveis "unidades" (concentrações) de energia
Orgone emergem
continuamente (c"/"d" na figura 1; "P" na figura
2).
O oceano de Energia Orgone ("s" na figura 2), e as
"unidades" que dele emergem, luminam. A cor desse vasto
substrato energético é azul-acinzentado ou verde-azulado (como o céu, o oceano, o
protoplasma, os bions). Algumas concentrações são fortes,
rápidas e assemelham-se a riscos azuis-esbranquiçados ("e"
e "f" na figura 1). Porém,
toda "unidade" nasce (através da concentração de uma certa
quantidade de Energia Orgone), eleva seu nível de energia, 'cresce' (através de uma
concentração adicional), luminesce, declina e 'morre' (a "unidade" funde-se novamente ao
substrato primário de Energia Orgone Cósmica).
Os fenômenos orgonóticos são funcionais
e isso significa, entre
outras coisas, que eles
não podem ser apreendidos pelas lógicas mecanicistas e místicas (no sentido
reichiano desses termos; vide Ether, God and Devil).
Na verdade, o Funcionalismo Orgonômico e a
Orgonometria são, até o momento, as únicas ferramentas que
consideramos capazes de refletir essa específica dinâmica que rege
os níveis mais profundos do funcionamento orgonótico.
Clique aqui, e siga para o CAP. VI
- RAÍZES GEOMÉTRICAS DO ORGONOME
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I
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