V- CONVULSÃO PLASMÁTICA E ONDAS ESPIRALADAS

Reich menciona que, entre suas realizações científicas, duas foram fundamentais para a caracterização e compreensão do fenômeno "orgonome": a descoberta da função "convulsão orgástica" e a descoberta do fenômeno "ondas espiraladas" [spinning wave (em inglês), Kreiselwelle - KRW (em alemão)].

Já mencionamos o interesse de Reich pelo estudo da convulsão orgástica do plasma. De fato, ele não só estudou com afinco essa função bioenergética como insistiu várias vezes que a descoberta da convulsão orgástica foi a principal realização de sua obra científico-natural. Em Cosmic Superimposition, por exemplo, ele lembra a importância desse feito científico e relaciona-o às etapas do desenvolvimento da Orgonomia (até 1951):

"1º - O estudo funcional das camadas da estrutura caracterial humana conduziu às profundas emoções confinadas na couraça.
2º - Da decorticação lógica, funcional das camadas da couraça resultou a descoberta das profundamente ocultas "angústia orgástica" e "convulsão orgástica".
3º - A investigação da natureza transpessoal e transpsicológica da função do orgasmo revelou sua natureza bioenergética e o bem conhecido ciclo à quatro tempos expresso na fórmula da vida: tensão->carga->descarga->relaxamento.
4º - Foi novamente o raciocínio funcional — espelhando cada vez mais nitidamente as funções naturais objetivas — que conduziu da fórmula da vida aos bions ou 'vesículas de energia', e, daí, à descoberta da radiação nos bions, isto é, a BIO-ENERGIA.
5º - O mesmo fio vermelho do raciocínio funcional conduziu da energia que atua no interior dos organismos vivos à uma idêntica energia que atua externamente, na atmosfera, e conduziu, em seguida, para o amplo universo, para a ENERGIA ORGONE CÓSMICA.
6º - Por fim, foi ainda a função do orgasmo, reduzida a um princípio natural de validade universal, a superposição, que conduziu à compreensão da coroa boreal e, a partir daí, do característico movimento de rotação dos furacões com múltiplos braços e das nebulosas galácticas ".

O fenômeno "ondas espiraldas" foi a outra vertente que conduziu à descoberta do orgonome. Os primeiros insights e questões sobre o movimento espiralado surgiram à Reich durante a fase inicial dos experimentos bions, em seu laboratório em Oslo. Em 01/09/1938 Reich escreve em em seu diário: "Minha hipótese da onda-espiralada parece solucionar inúmeras contradições na física. Como elaborar isto?" (Beyond Psychology - Letters and Journals - 1934-1939). No período 1939-1957, essa "elaboração" será gradualmente construída através de uma série de observações, experimentos, descobertas, manejo de instrumentos tradicionais e criação de novos instrumentos, e, também, através da aplicação e constante aprimoramento do método funcional-orgonômico de raciocínio e pesquisa.

 

figura 1

figura 2

Porém, antes de continuarmos a descrição do movimento espiralado (e, conseqüentemente, da forma-orgonome), vale a pena retomar outras funções da energia orgone, diretamente relacionadas ao spinning wave. Para tal, reproduziremos os comentários de Reich sobre as duas figuras acima, escritos em sua derradeira obra, Contact With Space (1957):

A Energia Orgone Cósmica move-se de uma maneira ondulatória, em uma específica direção em nosso sistema planetário (de oeste para leste) e mais rapidamente que o globo terrestre. Como cristas pontiagudas, inumeráveis "unidades" (concentrações) de energia Orgone emergem continuamente  (c"/"d" na figura 1; "P" na figura 2). O oceano de Energia Orgone ("s" na figura 2), e as "unidades" que dele emergem, luminam. A cor desse vasto substrato energético é azul-acinzentado ou verde-azulado (como o céu, o oceano, o protoplasma, os bions). Algumas concentrações são fortes, rápidas e assemelham-se a riscos azuis-esbranquiçados ("e" e "f" na figura 1). Porém, toda "unidade" nasce (através da concentração de uma certa quantidade de Energia Orgone), eleva seu nível de energia, 'cresce' (através de uma concentração adicional), luminesce, declina e 'morre' (a "unidade" funde-se novamente ao substrato primário de Energia Orgone Cósmica). 
Os  fenômenos orgonóticos são funcionais  —
e isso significa, entre outras coisas, que eles não podem ser apreendidos pelas lógicas mecanicistas e místicas (no sentido reichiano desses termos; vide Ether, God and Devil). 
Na verdade, o Funcionalismo Orgonômico e a Orgonometria são, até o momento, as únicas ferramentas que consideramos capazes de refletir essa específica dinâmica que rege os níveis mais profundos do funcionamento orgonótico.

 

     Clique aqui, e siga para o CAP. VI - RAÍZES GEOMÉTRICAS DO ORGONOME

I -  AVISO AOS NAVEGANTES
II - DIREÇÕES CENTRAIS
III - FORMA E PROCESSOS ENERGÉTICOS
IV - ORGONOME
V- CONVULSÃO PLASMÁTICA E ONDAS ESPIRALADAS
VI- RAÍZES GEOMÉTRICAS DO ORGONOME
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VII - A SUPERPOSIÇÃO ORGONÓTICA.
VIII - EM SUMA

IX- O LOGOTIPO DA ORGONOME.COM
X - BIBLIOGRAFIA E WEBSITES

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