CAP. IV ORGONOME

Como já mencionamos, o desenvolvimento lógico, funcional e laboratorial da pesquisa de Reich conduziu à comprovação experimental (1936-1939) de um novo tipo de energia específica ao vivo, e, logo em seguida (1940), à descoberta que aquela mesma energia está presente na atmosfera e no cosmos.

Reich nomeou esse "novo" tipo de energia como Energia Orgone Cósmica, e dedicou aproximadamente 20 anos de seu trabalho à uma minuciosa investigação das manifestações, leis funcionais e utilidades práticas do Orgone.
[Em vários livros e artigos Reich descreve suas pesquisas sobre as funções energético-vitais, relata os caminhos que levaram-no à descoberta dos fenômenos orgonóticos e apresenta o seu método orgonômico-funcional de pensamento e pesquisa. Um bom começo, para quem quer saber mais a respeito da descoberta do Orgone, é o livro de Reich The Cancer Biopathy (1948)].

Entre 1944 e 1945,
durante um rotineiro projeto de trabalho no laboratório de biofísica-orgone o Experimento XX , Reich observou alguns intrigantes fenômenos que, aos poucos, irão colocá-lo na rota da biogênese primária. No decorrer daquele experimento, Reich resolveu investigar os efeitos do congelamento de água destilada que havia contido bions (os bions são vesículas de energia, descobertas por Reich, que representam estágios intermediários, fronteiriços entre o Vivo e o não-Vivo). Notou, então, que aquele processo de congelamento resultava em microscópicos flocos protoplasmáticos que apresentavam "todos os atributos da matéria viva: formação morfológica, pulsação, reprodução, crescimento e desenvolvimento" [Cosmic Superimposition (1951)]. Somando essa descoberta à outras, provenientes da pesquisa das funções orgonóticas, Reich concluiu que a matéria orgânica pode se formar a partir da condensação de energia orgone livre de massa.
[A descrição dos Experimentos Bions e do Experimento XX, assim como seus detalhes técnicos e suas fundamentais repercussões para a biogênese e para a Orgonomia, podem ser encontrados nas seguintes obras escritas por Reich: The Bions (1938) (esse livro trata das primeiras etapas da descoberta dos bions), Orgonomic Functionalism in Non-Living Nature (1947-48), The Cancer Biopathy (1948) e Cosmic Superimposition (1951)].

Aqueles flocos plasmáticos
  bions, eles também   eram "formas que não se podia ainda chamar de 'seres vivos' no sentido aceito pela biologia, mas que já apresentavam a aparência típica dos organismos vivos". Ou seja: os flocos   lembravam peixes, girinos, espermatozóides, folhas de árvore.

Associando as descobertas do Experimento XX a uma longa cadeia de pesquisas que  transitava entre o trabalho terapêutico e a investigação laboratorial, Reich concluiu que "
existe uma forma básica da matéria viva que não encontra correspondência na geometria clássica. Vista lateralmente, esta forma básica se apresenta da seguinte maneira:

Esta "forma biofísica fundamental " pode ser encontrada nas diferentes sementes de plantas (trigo, milho...); no bulbo das plantas; nos caroços das maçãs, pêras, ameixas...; nas células espermáticas animais; nos ovos (principalmente os de pássaros); nos embriões animais; em todos os órgãos do corpo humano (coração, bexiga, pulmões...); nos organismos unicelulares (paramécios, colpídios...); nos animais e plantas enquanto estruturas de conjunto (medusas, estrelas do mar...); na formação torácica dos pássaros e dos seres humanos...; nas folhas das árvores, nas flores...; etc.

 

Reich percebeu também que "todas as formas do domínio da matéria viva podem ser facilmente reduzidas à forma ovóide sem que se transgrida as variações individuais de forma. Esta forma básica pode variar quanto ao seu comprimento, largura e espessura. Pode aparecer em subdivisões de uma mesma forma, como nos vermes; porém, quer se considere a parte ou o todo, a forma básica da matéria viva sempre continua sendo a mesma forma ovóide".

"Demos à específica forma básica da matéria viva o nome ORGONOME".

O Orgonome não é um triângulo, retângulo, círculo, elipse, parábola ou hipérbole. A trigonometria do orgonome indica-nos que a mais pura representação geométrica de um Orgonome é a forma do ... ovo de galinha !

 

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CAP. V - CONVULSÃO PLASMÁTICA E ONDAS ESPIRALADAS

I -  AVISO AOS NAVEGANTES
II - DIREÇÕES CENTRAIS
III - FORMA E PROCESSOS ENERGÉTICOS
IV - ORGONOME
V- CONVULSÃO PLASMÁTICA E ONDAS ESPIRALADAS
VI- RAÍZES GEOMÉTRICAS DO ORGONOME
.
VII - A SUPERPOSIÇÃO ORGONÓTICA.
VIII - EM SUMA

IX- O LOGOTIPO DA ORGONOME.COM
X - BIBLIOGRAFIA E WEBSITES

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